O sofrimento não deixa de existir porque você é médico

Trabalhar sob pressão, dormir pouco e continuar mesmo no limite foram, por muito tempo, tratados como sinais de resistência na medicina. A cartilha lançada pelo CFM e pela Associação Brasileira de Psiquiatria em 10 de setembro de 2026 questiona essa cultura.

O material lembra que médicos também podem adoecer e demorar a buscar atendimento. Vergonha, medo de julgamento e receio de parecer fraco aparecem entre as barreiras descritas. O convite é reconhecer a necessidade de cuidado sem confundi-la com falta de vocação.

Por que a rotina entra nessa conversa

No comunicado de lançamento, o CFM cita jornadas extensas, plantões noturnos, privação de sono, múltiplos vínculos e o contato frequente com sofrimento e morte. A pressão por desempenho e a dificuldade de conciliar trabalho e vida pessoal também estão no texto.

Esses fatores ajudam a entender por que a discussão não cabe apenas em uma recomendação de autocuidado. A própria cartilha desloca parte da atenção para o ambiente em que o profissional trabalha.

O que se espera das instituições

Hospitais, clínicas, universidades e residências são chamados a reduzir o estigma, enfrentar o assédio e facilitar o acesso ao atendimento especializado. Segundo o Conselho, a prevenção do burnout também precisa fazer parte dessa resposta.

A relevância da publicação está em tornar explícito esse compromisso coletivo. Pedir ajuda exige uma porta de entrada; oferecer essa porta é diferente de simplesmente dizer ao profissional para ser mais resiliente.

Uma leitura para compartilhar com a equipe

A cartilha completa está disponível gratuitamente no link abaixo. Seu tema pode interessar tanto a quem procura apoio quanto a lideranças que precisam compreender as barreiras enfrentadas pelos colegas.

O material é educativo e não substitui atendimento individual. O link da cartilha permite a leitura completa, inclusive dos sinais de sofrimento e das orientações de busca de ajuda apresentadas pelas entidades.

Fontes consultadas

Revisão de 16/09/2026: texto ampliado com contexto e explicações; preservadas as datas da notícia e as limitações das fontes.

Fontes da notícia. Conteúdo informativo; não substitui orientação clínica, jurídica ou análise da apólice.